O que é, na prática, um projeto integrado
Um projeto integrado de segurança é o documento técnico que define, antes de qualquer compra ou instalação, como câmeras, alarmes, proteção perimetral, controle de acesso, interfonia, automação de portões, redes e alimentação elétrica vão funcionar juntos em um imóvel. Ele responde a perguntas que, quando deixadas para depois, viram retrabalho: onde cada equipamento fica, por onde passam os cabos, de onde vem a energia, como um sistema avisa o outro, quem opera, o que acontece em falta de energia e quanto tudo isso custa, em quais etapas.
Na maioria dos imóveis da região de Campinas, os sistemas foram instalados em épocas diferentes, por fornecedores diferentes, sem um desenho comum. O resultado é conhecido: a portaria opera três ou quatro telas, o alarme não conversa com as câmeras, o portão é comandado por um controle que ninguém sabe quantas pessoas têm, a rede das câmeras é a mesma dos computadores e, quando algo falha, ninguém sabe se o problema é do equipamento, da rede ou da energia. O projeto integrado existe para evitar esse cenário em instalações novas e para corrigi-lo, de forma planejada, em instalações existentes.
Este guia detalha como a ALLITEC conduz um projeto integrado para condomínios, residências, comércios e indústrias: as etapas, os documentos produzidos, as decisões que o cliente precisa tomar e os cuidados que fazem a diferença entre um projeto que fica na gaveta e um projeto que vira um sistema funcionando.
Quando um projeto integrado é indicado
Nem todo serviço exige um projeto integrado. Trocar uma câmera, consertar um motor de portão ou ajustar um alarme são intervenções pontuais. O projeto integrado é indicado quando:
- O imóvel vai receber vários sistemas ao mesmo tempo, como em uma obra nova, uma reforma ou a implantação de uma nova portaria.
- Os sistemas existentes precisam ser modernizados em conjunto, por exemplo, na substituição do CFTV analógico, do controle de acesso por controles remotos e do interfone antigo.
- O condomínio ou a empresa vai mudar o modelo de portaria, para presencial reforçada, remota ou híbrida.
- Há exigências de seguradoras, auditorias ou clientes que pedem documentação técnica.
- A operação é crítica, como em indústrias, centros de distribuição e condomínios horizontais extensos.
- O orçamento precisa ser aprovado em assembleia ou pela diretoria, com justificativa técnica e divisão em etapas.
Em residências, o projeto integrado costuma ser mais enxuto, mas é igualmente útil em casas grandes, obras novas e reformas, porque permite deixar a infraestrutura pronta antes do acabamento.
Quem participa do projeto
Um projeto integrado envolve várias pessoas, e definir os papéis desde o início evita desencontros. Do lado do cliente, normalmente participam o síndico ou o gestor responsável, que toma as decisões; o conselho ou a diretoria, que aprova o investimento; o zelador ou a equipe de facilities, que conhece a rotina e a infraestrutura; a portaria ou a segurança patrimonial, que vai operar o sistema; e, quando houver, a TI, que cuida da rede corporativa. Do lado da ALLITEC, participam o responsável técnico pelo projeto, que conduz a vistoria e as decisões técnicas, e a equipe de execução, que valida a viabilidade de cada solução em campo. Reuniões curtas de validação, em cada etapa, mantêm todos alinhados e evitam surpresas na obra.
Etapa 1: entrevista e levantamento de necessidades
O projeto começa com uma conversa. A ALLITEC ouve o síndico, o conselho, o gestor de facilities, a segurança patrimonial ou a família para entender:
- O que preocupa: invasões, furtos de encomendas, entrada colada de veículos, conflitos entre moradores, perdas de carga, acesso de prestadores.
- O histórico: ocorrências recentes, falhas recorrentes, reclamações.
- A rotina: horários de maior movimento, número de moradores ou funcionários, fluxo de visitantes, entregas, mudanças.
- Quem opera: portaria própria ou terceirizada, vigilância, zelador, central de monitoramento, os próprios moradores.
- As expectativas: o que o sistema precisa entregar e o que seria um bom resultado.
- As restrições: orçamento, prazos, regras do condomínio, estética de fachadas, áreas onde não se pode quebrar.
Essa etapa é decisiva, porque um projeto tecnicamente impecável que não responde às preocupações reais do cliente acaba sendo rejeitado ou mal utilizado.
Etapa 2: vistoria técnica
Na vistoria, a equipe percorre todo o imóvel, de dia e, quando possível, também à noite, registrando:
- Perímetro: muros, grades, divisas, vegetação, iluminação, pontos de escalada.
- Acessos: portarias, portões de pedestres e veículos, eclusas existentes, acessos de serviço e de carga.
- Áreas internas e comuns: halls, garagens, elevadores, áreas de lazer, estoques, salas técnicas.
- Infraestrutura existente: eletrodutos, shafts, prumadas, forros, racks, quadros elétricos, pontos de rede, cabeamento antigo.
- Equipamentos existentes: câmeras, gravadores, centrais de alarme, controladores, interfones, motores, com marca, modelo e estado.
- Energia: capacidade dos quadros, circuitos disponíveis, aterramento, proteção contra surtos, nobreaks.
- Comunicação: link de internet, operadoras, pontos de entrada de cabos.
Tudo é registrado com fotos e medições. Esse registro serve de base para o projeto e, mais tarde, para comparar o antes e o depois.
Etapa 3: análise de riscos
Com as informações da entrevista e da vistoria, a ALLITEC organiza a análise de riscos. Para cada área do imóvel, avalia:
- A probabilidade de uma ocorrência, considerando o entorno, o histórico e a facilidade de acesso.
- O impacto de uma ocorrência sobre pessoas, patrimônio e operação.
- As proteções existentes e sua eficácia real.
- As lacunas, ou seja, onde o risco não está coberto.
O resultado é uma lista de prioridades. Ela orienta não só a escolha das tecnologias, mas também a ordem das etapas, quando o projeto for executado por partes. Um muro de fundo com mata e sem iluminação, em um condomínio horizontal, costuma ficar no topo da lista; uma câmera adicional na academia, no fim.
Etapa 4: concepção do sistema
A concepção define a arquitetura geral do sistema integrado, antes de entrar nos detalhes de cada equipamento. Nela, a ALLITEC decide:
As camadas de proteção. Perímetro, áreas externas, envoltória da edificação, áreas internas e ativos críticos, cada uma com sua função de dissuadir, detectar, verificar ou controlar.
Os pontos de controle de acesso. Quais portas, portões e catracas serão controlados, com quais credenciais, e onde haverá eclusas.
A lógica de operação. Quem recebe cada tipo de evento, em qual tela, com qual procedimento. A portaria vê o disparo do perímetro com a câmera correspondente; o síndico recebe alertas de falhas; a central de monitoramento recebe os eventos fora do horário.
A arquitetura de rede. Rede própria para os sistemas de segurança, separada da rede administrativa e da rede de visitantes, com racks centralizados ou distribuídos conforme o tamanho do imóvel.
A arquitetura elétrica. Circuitos dedicados, proteção contra surtos, aterramento e autonomia em falta de energia para cada sistema.
As plataformas. Quais famílias de equipamentos e softwares serão usadas, de modo que os sistemas se integrem sem improvisos e com suporte técnico disponível no Brasil.
A concepção é apresentada ao cliente de forma visual e simples, antes do detalhamento. É o momento de ajustar a direção, porque mudanças depois do projeto executivo custam mais.
Etapa 5: projeto executivo
O projeto executivo é o detalhamento que permite instalar sem dúvidas. Ele inclui, conforme o porte:
- Plantas ou croquis com a posição de cada câmera, sensor, leitor, fechadura, interfone, motor, cancela, rack e quadro.
- Diagrama de cabeamento, com os caminhos, os tipos de cabo e as distâncias.
- Diagrama de rede, com switches, uplinks, fibras e segmentação.
- Diagrama elétrico dos circuitos dedicados, com proteção e nobreaks.
- Matriz de integração, que mostra o que cada sistema faz quando outro sistema gera um evento.
- Lista de equipamentos e materiais, com especificações e quantidades.
- Memorial descritivo, explicando as escolhas técnicas e os critérios.
- Cronograma, com as etapas e as dependências.
- Plano de migração, quando há sistemas existentes que serão substituídos.
A matriz de integração
A matriz de integração merece destaque, porque é o documento que transforma vários sistemas em um sistema integrado. Ela é uma tabela simples: nas linhas, os eventos; nas colunas, as reações. Alguns exemplos:
| Evento | Reação |
|---|---|
| Disparo da zona do muro de fundo | Câmera do trecho no monitor da portaria, refletor aceso, alerta ao síndico, registro |
| Leitura de tag no portão externo | Abertura do portão, registro com imagem da placa, intertravamento com a cancela interna |
| Porta da sala técnica forçada | Alerta na portaria com câmera do local, registro com horário |
| Falta de energia | Alerta à manutenção e ao síndico, sistemas críticos no nobreak |
| Câmera sem sinal | Alerta à manutenção |
| Acionamento de alarme de incêndio | Liberação das portas de rotas de fuga, conforme as exigências aplicáveis |
Com a matriz, todos — cliente, instaladores, portaria e manutenção — entendem como o sistema deve se comportar, e os testes de entrega verificam cada linha.
Etapa 6: orçamento e divisão em etapas
Com o projeto executivo, o orçamento deixa de ser uma estimativa e passa a ser preciso. A ALLITEC apresenta o valor por sistema e por etapa, para que o cliente possa decidir entre executar tudo de uma vez ou em fases.
Uma divisão típica em etapas para condomínios:
- Infraestrutura e acessos: eletrodutos, rack, rede, energia, controle de acesso e câmeras da portaria e dos portões.
- Perímetro: cerca elétrica zoneada, sensores, câmeras do perímetro e iluminação.
- Áreas comuns e garagens: câmeras internas, controle de áreas técnicas.
- Integrações finais e monitoramento remoto.
Em indústrias, a divisão costuma seguir a criticidade operacional: portarias primeiro, depois perímetro e pátios, depois áreas internas.
O mais importante é que cada etapa funcione sozinha e, ao mesmo tempo, já esteja preparada para as próximas. Isso só é possível porque o projeto final foi definido antes.
Etapa 7: aprovação
Em condomínios, o projeto normalmente precisa ser aprovado em assembleia. A ALLITEC prepara um material de apresentação com:
- O diagnóstico, com fotos e exemplos dos problemas atuais.
- A análise de riscos, em linguagem simples.
- A concepção do sistema, com desenhos que mostram onde fica cada coisa.
- O orçamento por etapa.
- As respostas às dúvidas mais comuns dos condôminos: privacidade das imagens, uso de biometria, custo de manutenção, prazo de obra, impacto na rotina.
Em empresas e indústrias, o material segue o formato exigido pela diretoria ou pelo comitê de investimentos, com justificativa técnica, riscos mitigados e, quando aplicável, comparação entre alternativas.
Etapa 8: execução
A execução segue o projeto executivo e os padrões de instalação profissional da ALLITEC: infraestrutura adequada, cabos sem emendas e identificados, equipamentos bem fixados, proteção elétrica, configuração segura e organização dos racks. Durante a obra, o responsável técnico acompanha a execução e registra qualquer ajuste necessário em relação ao projeto, que é incorporado à documentação final.
Mudanças durante a obra
É comum que surjam situações não previstas: um eletroduto obstruído, uma parede com estrutura diferente, uma mudança de decisão do cliente. Quando isso acontece, a ALLITEC apresenta as alternativas, o impacto no prazo e no custo, e só segue depois da aprovação. Cada mudança é registrada, para que o projeto final reflita o que foi realmente executado.
Etapa 9: comissionamento e testes integrados
O comissionamento é a verificação de que cada sistema e cada integração funcionam como projetado. Além dos testes individuais — imagem de cada câmera, disparo de cada zona, abertura de cada porta —, a ALLITEC testa cada linha da matriz de integração, simulando os eventos e verificando as reações. Também são testados os cenários críticos:
- Queda de energia, com os sistemas no nobreak.
- Queda da internet, com a comunicação de backup do alarme.
- Falha de comunicação entre controladores e servidor.
- Acionamento de emergência nas rotas de fuga.
- Operação manual de portões e cancelas.
Os resultados são registrados em um relatório de comissionamento, entregue ao cliente.
Etapa 10: entrega, treinamento e documentação as built
Na entrega, o cliente recebe:

- O sistema funcionando, com todas as integrações testadas.
- A documentação as built, ou seja, o projeto atualizado com o que foi efetivamente executado.
- O inventário de equipamentos, com localização, modelo e número de série.
- As configurações e credenciais administrativas, entregues ao responsável de forma segura.
- O relatório de comissionamento.
- Os procedimentos de operação para a portaria e os responsáveis.
- O plano de manutenção recomendado.
Os usuários são treinados de acordo com seus perfis: porteiros, zeladores, vigilantes, síndicos, gestores e moradores.
Projeto integrado em obras novas
A melhor oportunidade para um projeto integrado é a obra nova. Durante a construção, prever eletrodutos, caixas, shafts, salas técnicas e circuitos dedicados custa pouco e evita, anos depois, a quebra de paredes e pisos acabados. A ALLITEC pode trabalhar em conjunto com o arquiteto, o engenheiro e a construtora, entregando:

- O caderno de infraestrutura de segurança, com pontos, caminhos e cargas elétricas.
- As especificações de sala técnica e racks.
- As especificações de portas, fechaduras e portões compatíveis com o controle de acesso.
- O dimensionamento de eletrodutos e prumadas, com folga para ampliações.
- A compatibilização com os projetos elétrico, de telecomunicações e de arquitetura.
Com a infraestrutura pronta, a instalação dos equipamentos pode ser feita no fim da obra, ou até depois da entrega das unidades, sem intervenções no acabamento.
Projeto integrado em imóveis existentes
Em imóveis existentes, o projeto integrado parte do que já existe. A vistoria identifica o que pode ser aproveitado — cabos, eletrodutos, racks, equipamentos em bom estado — e o que precisa ser substituído. O projeto define a migração por etapas, de forma que o imóvel não fique desprotegido durante a obra. Essa abordagem combina o projeto integrado com o retrofit, aproveitando o investimento já feito e organizando o crescimento futuro.
Projeto integrado por tipo de imóvel
Condomínios verticais

O foco está na portaria e nos acessos: eclusa de pedestres com controle de acesso facial ou por tag, eclusa veicular com leitura de placa, câmeras de identificação na portaria e nos portões, câmeras em halls, elevadores e garagens, interfonia integrada, controle das áreas técnicas e proteção dos muros laterais e de fundo. A sala técnica costuma ficar próxima à portaria, com rack, gravador, controladores e nobreak. Em condomínios com várias torres, cada torre pode ter um rack secundário ligado ao principal.
Condomínios horizontais e loteamentos
O perímetro ganha protagonismo. O projeto define as zonas da cerca elétrica e dos sensores, a posição das câmeras de longo alcance, a iluminação, a rede em fibra óptica ao longo do perímetro, a alimentação das câmeras distantes e a integração com a portaria e com as rondas. A portaria principal recebe controle de acesso de moradores, visitantes e prestadores de obras, com leitura de placas e cadastro prévio.
Residências
O projeto residencial integra alarme, cerca elétrica, câmeras, vídeo porteiro, motor de portão, rede Wi-Fi e elétrica, com foco na praticidade para a família: aplicativo único sempre que possível, armação parcial para a noite, verificação de disparos por imagem e infraestrutura discreta. Em obras e reformas, o projeto define os pontos antes do acabamento.
Comércios
Em comércios, o projeto considera os horários de abertura e fechamento, as áreas de caixa, estoque e escritório, a rede para os sistemas de venda e a separação entre a rede de clientes e a rede interna. O alarme com partições e usuários individuais, as câmeras com acesso remoto para o proprietário e o controle de acesso às áreas restritas formam a base.
Indústrias e galpões
Em indústrias, o projeto integra portarias de pedestres e veículos, perímetro, pátios, docas, áreas restritas, sala de monitoramento, rede dedicada, iluminação e elétrica de apoio. A integração com sistemas corporativos, como cadastro de funcionários e agendamento de cargas, é avaliada com a TI. O cronograma respeita a operação e os procedimentos de segurança do trabalho.
Documentos que o cliente recebe e por que eles importam
Um projeto integrado bem documentado tem valor mesmo depois da obra:
- Na manutenção: o técnico sabe onde está cada equipamento e como cada integração foi configurada.
- Nas ampliações: novas câmeras, leitores ou portões são incluídos de forma coerente, sem improviso.
- Na troca de fornecedor: o cliente não fica refém de quem instalou.
- Na troca de síndico ou gestor: o histórico e o funcionamento ficam registrados.
- Em auditorias e seguros: a documentação comprova o que existe e como funciona.
- Em ocorrências: saber exatamente quais câmeras cobrem cada trecho agiliza a busca de imagens.
Erros comuns que o projeto integrado evita
- Comprar equipamentos antes de definir o que eles precisam fazer.
- Escolher plataformas incompatíveis, que depois não se integram.
- Instalar sistemas sem infraestrutura, com cabos expostos e emendas.
- Usar a mesma rede para tudo, prejudicando o desempenho e a segurança.
- Ignorar a energia, deixando os sistemas sem proteção e sem autonomia.
- Esquecer as rotas de fuga no projeto do controle de acesso.
- Não prever ampliações, obrigando a refazer infraestrutura.
- Não definir quem opera o quê, gerando eventos sem resposta.
- Não documentar, perdendo o controle do sistema ao longo do tempo.
Perguntas frequentes sobre o processo
Quanto tempo leva para fazer o projeto? Depende do porte. Em residências e condomínios pequenos, poucos dias após a vistoria. Em condomínios grandes e indústrias, algumas semanas, com reuniões de validação da concepção.
O projeto obriga a contratar a execução com a ALLITEC? O projeto é um documento técnico do cliente. A ALLITEC recomenda que a execução seja feita por quem projetou, para garantir a fidelidade às decisões, mas o cliente decide.
É possível fazer o projeto e executar só parte dele? Sim. Essa é justamente uma das vantagens: executar por etapas, com a certeza de que tudo vai se encaixar no final.
O projeto inclui a parte elétrica? Sim. A alimentação dos sistemas, os circuitos dedicados, a proteção contra surtos, o aterramento e os nobreaks fazem parte do projeto.
Exemplos de decisões que só o projeto integrado resolve bem
Onde fica a sala técnica. Em um condomínio, a sala técnica concentra gravador, switches, controladores, central de interfonia e nobreaks. Se ficar longe da portaria, o cabeamento cresce; se ficar em local úmido ou sem ventilação, os equipamentos falham; se ficar em local de fácil acesso, vira alvo em uma invasão. O projeto escolhe o local considerando distâncias, ambiente, segurança e acesso para manutenção.
Como a eclusa se comporta quando falta energia. As portas da eclusa precisam permitir a saída em emergência, mas não podem simplesmente ficar abertas por horas durante uma queda de energia prolongada. O projeto define a autonomia das fontes, o comportamento de cada porta e o procedimento da portaria.
Quantas câmeras cada switch alimenta. Câmeras com infravermelho, aquecedor ou movimento consomem mais energia. O projeto soma o consumo, escolhe switches com potência suficiente e distribui as câmeras de forma que uma falha não derrube um setor inteiro.
Qual credencial cada público usa. Moradores podem usar reconhecimento facial; visitantes, convites com QR code; prestadores recorrentes, cartões com horário; veículos, tags com verificação de placa. O projeto equilibra segurança, conveniência e custo.
Como as câmeras do perímetro conversam com a cerca elétrica. Cada zona da cerca precisa ter uma câmera que enxergue o trecho, com iluminação suficiente à noite. O projeto define o tamanho das zonas a partir do campo de visão das câmeras, e não o contrário.
Por onde passa a fibra óptica. Em condomínios horizontais e indústrias, a fibra entre a portaria e os pontos distantes precisa de um caminho protegido, com caixas de passagem e folga para manutenção. Definir esse caminho no projeto evita escavações repetidas.
Cada uma dessas decisões parece pequena, mas, somadas, determinam se o sistema vai funcionar bem por muitos anos ou se vai acumular falhas e improvisos.
Normas e boas práticas consideradas no projeto
Um projeto integrado de segurança envolve diversas disciplinas técnicas, cada uma com suas referências. A ALLITEC considera, entre outras:
- Instalações elétricas de baixa tensão, para o dimensionamento de circuitos, proteção, dispositivos diferenciais, proteção contra surtos e aterramento.
- Cabeamento estruturado, para a organização dos pontos de rede, distâncias, categorias de cabos, identificação e testes.
- Exigências para cercas elétricas, como eletrificador adequado, altura, placas de advertência e aterramento próprio.
- Rotas de fuga e saídas de emergência, para que o controle de acesso não impeça a evacuação.
- Proteção de dados pessoais, no tratamento de imagens, cadastros e biometria.
- Acessibilidade, para que leitores, catracas e eclusas atendam a todas as pessoas.
- Recomendações dos fabricantes de cada equipamento, que influenciam garantia e desempenho.
Quando o projeto envolve sistemas com exigências próprias, como detecção e alarme de incêndio, elevadores ou instalações de média tensão, a ALLITEC coordena as interfaces com os responsáveis por essas disciplinas, sem assumir escopo que não lhe cabe.
Segurança cibernética desde o projeto
Câmeras, controladores, gravadores e centrais são equipamentos conectados. Tratar a segurança cibernética no projeto, e não depois, evita vulnerabilidades difíceis de corrigir. O projeto integrado da ALLITEC define:
- A segmentação da rede de segurança em relação às demais redes.
- A forma de acesso remoto, sem exposição direta dos equipamentos na internet.
- Os perfis de usuários e permissões de cada sistema.
- A política de senhas e de atualização de firmware.
- O registro de acessos e alterações.
Essas definições são aplicadas na configuração e documentadas na entrega.
O papel da operação no projeto
Um erro frequente é projetar sistemas pensando apenas nos equipamentos e esquecendo quem vai operá-los. Um projeto integrado bem feito considera a portaria, os vigilantes, o zelador e os gestores desde o início:
- Telas organizadas por prioridade, em vez de mosaicos com dezenas de câmeras pequenas.
- Alertas relevantes, configurados para não sobrecarregar o operador.
- Procedimentos escritos para cada tipo de evento.
- Ergonomia da portaria, com posição dos monitores, interfones e botoeiras pensada para o uso diário.
- Treinamento antes da entrada em operação.
Quando a operação é considerada no projeto, o sistema é usado de verdade, e não apenas instalado.
Quanto investir e como priorizar
Um projeto integrado não significa gastar mais. Muitas vezes significa gastar melhor. Ao definir o objetivo de cada equipamento e a lógica do conjunto, o projeto elimina compras desnecessárias, como câmeras de alta resolução em pontos onde basta detectar presença, ou sensores duplicados em áreas já cobertas. Ao mesmo tempo, revela onde o investimento realmente faz diferença, como uma câmera de identificação bem posicionada na portaria ou a divisão da cerca elétrica em zonas.
A priorização segue três critérios principais:
- Risco: o que pode causar maior dano às pessoas, ao patrimônio ou à operação vem primeiro.
- Dependência: infraestrutura, rede e energia vêm antes dos equipamentos que dependem delas.
- Visibilidade do resultado: em condomínios, começar por melhorias que os moradores percebem, como a portaria e os portões, ajuda a construir apoio para as etapas seguintes.
O valor de cada etapa é apresentado na proposta por escrito, depois da vistoria. Para receber o orçamento do projeto do seu imóvel, basta solicitar pelo formulário no fim desta página ou pelo WhatsApp.
Projeto integrado e manutenção
O projeto não termina na entrega. Ele também orienta a manutenção ao longo dos anos. Com o inventário, a matriz de integração e a documentação as built, a manutenção preventiva verifica não só cada equipamento, mas também cada integração: se o disparo do perímetro ainda abre a câmera certa, se o intertravamento da eclusa continua funcionando, se os alertas chegam a quem devem chegar. Integrações costumam falhar silenciosamente após atualizações, trocas de equipamentos ou mudanças na rede. Verificá-las periodicamente mantém o sistema funcionando como foi projetado.
Resumo
O projeto integrado de segurança transforma um conjunto de equipamentos em um sistema coerente. Ele parte das necessidades reais do imóvel, passa pela vistoria e pela análise de riscos, define a concepção, detalha a execução, organiza o orçamento em etapas, apoia a aprovação, orienta a obra, verifica cada integração e entrega a documentação que mantém o cliente no controle. A ALLITEC conduz esse processo para condomínios, residências, comércios e indústrias de Campinas e de cidades num raio de até 50 km.
Se o seu condomínio, sua empresa ou sua casa está planejando uma obra, uma reforma, uma mudança de portaria ou a modernização dos sistemas, o projeto integrado é o primeiro passo. Ele evita compras por impulso, organiza o investimento em etapas e garante que cada equipamento tenha uma função clara no conjunto. A equipe da ALLITEC agenda a vistoria, conversa com os responsáveis, percorre o imóvel e apresenta a concepção do sistema antes de qualquer compromisso com a execução, para que a decisão seja tomada com segurança e com todas as informações na mesa. O pedido pode ser feito pelo formulário ou pelo WhatsApp, com fotos do imóvel.





