O chão de fábrica é onde a energia vira produto
Em uma fábrica, a energia elétrica tem um destino claro: as máquinas. Injetoras, prensas, tornos, centros de usinagem, extrusoras, dobradeiras, máquinas de solda, fornos, estufas, misturadores, envasadoras, esteiras e compressores transformam matéria-prima em produto. Se a energia não chega às máquinas com qualidade e segurança, a produção para, os prazos atrasam e os custos sobem.
Os serviços elétricos para fábricas têm um foco prático: garantir que cada máquina tenha a alimentação certa, que as linhas de produção possam ser montadas e reorganizadas com agilidade, que os equipamentos de apoio, como compressores e pontes rolantes, funcionem sem falhas, e que a manutenção aconteça sem atrapalhar a produção. Fábricas pequenas e médias, que muitas vezes não têm equipe elétrica própria, dependem de um parceiro que conheça o chão de fábrica e resolva rápido.
A ALLITEC atende fábricas de diferentes setores em Campinas e em cidades num raio de até 50 quilômetros: metalúrgicas, plásticos, alimentos, embalagens, móveis, têxteis, autopeças, eletroeletrônicos, cosméticos e muitas outras. Os serviços incluem alimentação de máquinas, montagem e mudança de linhas, quadros de distribuição no chão de fábrica, compressores, pontes rolantes, iluminação dos postos de trabalho, aterramento, proteção contra surtos e manutenção preventiva e corretiva, seguindo a NR-10.
O que inclui o serviço elétrico para fábricas
Ligação de máquinas. Instalação da alimentação elétrica de máquinas novas e usadas, com circuito, proteções e conexão de acordo com os dados do fabricante.
Linhas de produção. Infraestrutura elétrica para montagem, ampliação e mudança de linhas, com quadros setoriais, eletrocalhas e descidas para cada máquina.
Quadros de distribuição. Quadros no chão de fábrica, próximos às máquinas, com proteções dimensionadas e identificação clara.
Compressores e ar comprimido. Alimentação dos compressores, secadores e equipamentos da casa de compressores.
Pontes rolantes e talhas. Alimentação elétrica por barramento blindado ou festão, com proteções e seccionamento.
Solda, fornos e estufas. Circuitos para cargas de alta potência e com características especiais.
Iluminação de postos de trabalho. Iluminação geral e localizada adequada a cada tarefa.
Tomadas industriais. Pontos de energia para ferramentas, equipamentos portáteis e manutenção.
Aterramento e proteção. Aterramento das máquinas e estruturas, equipotencialização e proteção contra surtos.
Manutenção preventiva e corretiva. Inspeções, termografia, reaperto, medições e atendimento a falhas.
Ligação de máquinas novas: do manual ao primeiro acionamento
A chegada de uma máquina nova é um momento importante para a fábrica. A máquina foi comprada, o prazo de entrega foi cumprido, o técnico do fornecedor está agendado para a instalação, e a produção conta com ela. Se a alimentação elétrica não estiver pronta, tudo atrasa.
A ligação de uma máquina nova segue algumas etapas:
- Levantamento dos dados. Tensão, número de fases, potência, corrente nominal e de partida, frequência e exigências específicas do fabricante, que constam no manual e na placa da máquina.
- Verificação da capacidade. O quadro que vai alimentar a máquina tem capacidade e espaço? O transformador e a entrada de energia comportam a nova carga?
- Dimensionamento. Seção dos cabos, considerando a corrente e a distância, tipo de proteção, dispositivo de seccionamento próximo à máquina e aterramento.
- Infraestrutura. Caminho dos cabos por eletrocalha ou eletroduto até o ponto de instalação da máquina, com descida segura.
- Instalação. Montagem do circuito, das proteções e do seccionamento, e preparação do ponto de conexão.
- Conexão e testes. Conexão da máquina, conferência do sentido de rotação dos motores, medições e acompanhamento do primeiro acionamento com o técnico do fornecedor.
- Documentação. Atualização do diagrama do quadro e identificação do circuito.
Fazer o levantamento com antecedência, assim que a compra é fechada, permite preparar tudo antes da chegada da máquina e evita que ela fique parada esperando energia.
Máquinas usadas e importadas
Muitas fábricas compram máquinas usadas, de outras empresas ou de leilões, ou importam máquinas de outros países. Essas máquinas trazem desafios adicionais para a ligação elétrica.
Máquinas usadas podem chegar sem manual, com o quadro elétrico interno modificado por donos anteriores, com cabos ressecados ou com componentes danificados no transporte. Antes de ligar, é importante inspecionar o quadro da máquina, verificar o estado dos cabos e das conexões e confirmar a tensão de trabalho. Ligar uma máquina usada sem essa verificação pode causar a queima de componentes ou riscos para os operadores.
Máquinas importadas podem ter tensão ou frequência diferentes das disponíveis na fábrica. No Brasil, as tensões industriais mais comuns na região são 220 V e 380 V trifásicas, mas máquinas de outros países podem vir preparadas para 400 V, 440 V, 480 V ou outras tensões. Em alguns casos, a máquina pode ser reconfigurada para a tensão local, quando o fabricante permite. Em outros, é preciso instalar um transformador para adequar a tensão. A frequência também importa, porque máquinas de 50 Hz ligadas em 60 Hz terão motores girando em velocidade diferente. A ALLITEC avalia cada caso e propõe a solução adequada, em conjunto com o fornecedor da máquina.
Linhas de produção: infraestrutura flexível
As linhas de produção mudam. Um produto novo exige uma linha diferente, a demanda cresce e é preciso duplicar uma célula, um processo é automatizado e as máquinas mudam de posição. A infraestrutura elétrica precisa acompanhar essas mudanças sem exigir grandes obras a cada vez.

A melhor forma de garantir essa flexibilidade é a distribuição aérea. Eletrocalhas ou leitos principais percorrem o galpão sobre as áreas de produção, e quadros setoriais distribuem a energia para as máquinas de cada área. Das eletrocalhas saem as descidas até cada máquina. Quando o layout muda, basta remanejar as descidas e, se necessário, acrescentar circuitos nos quadros setoriais.
Outra solução muito usada em fábricas com mudanças frequentes é o barramento blindado aéreo, que percorre a área de produção e tem pontos de derivação ao longo do comprimento. As máquinas são ligadas a caixas de derivação que podem ser conectadas e desconectadas em qualquer ponto do barramento, de forma rápida e segura.
Cabos espalhados pelo piso, passando por baixo de pallets ou pendurados de forma improvisada, são um risco de acidentes e de danos aos próprios cabos. A organização da infraestrutura melhora a segurança e a aparência da fábrica.
Compressores e casa de ar comprimido
O ar comprimido é chamado de quarta utilidade industrial, depois da energia elétrica, da água e do gás. Ele aciona ferramentas pneumáticas, cilindros, válvulas, pistolas de pintura e muitos outros equipamentos. Os compressores estão entre as maiores cargas elétricas de uma fábrica e funcionam por muitas horas por dia.
A alimentação dos compressores precisa considerar a corrente de partida dos motores, que pode causar quedas de tensão em outros equipamentos se o circuito não for bem dimensionado. Partidas suaves, como soft-starters e inversores de frequência, reduzem esse impacto. Compressores com inversor de frequência ajustam a velocidade de acordo com o consumo de ar e economizam energia, mas exigem cuidados com aterramento e harmônicas.
A casa de compressores costuma ser quente, com poeira e, às vezes, óleo. Quadros e conexões precisam de ventilação e limpeza periódica. Vazamentos de ar comprimido fazem o compressor trabalhar mais e aumentam o consumo de energia, e a correção dos vazamentos é uma das medidas de eficiência com melhor retorno.
Pontes rolantes, talhas e pórticos
Fábricas que movimentam peças pesadas usam pontes rolantes, talhas e pórticos. Esses equipamentos se movimentam ao longo do galpão e precisam de alimentação elétrica que acompanhe o movimento. As soluções mais comuns são o barramento blindado com coletor, que corre ao longo do caminho de rolamento, e o sistema festão, com cabos flexíveis suspensos em carrinhos.
A alimentação das pontes rolantes exige:
- dispositivo de seccionamento geral, acessível e identificado, para desligar o equipamento com segurança na manutenção;
- proteções dimensionadas para os motores de elevação e translação;
- barramento ou festão em bom estado, com coletores e cabos sem desgaste;
- aterramento do caminho de rolamento e da estrutura da ponte.
A manutenção mecânica e dos comandos das pontes rolantes é feita por empresas especializadas. A ALLITEC cuida da alimentação elétrica, verificando o barramento, os coletores, o festão, as proteções e o seccionamento.
Solda, fornos e estufas
Algumas cargas industriais têm características especiais. Máquinas de solda a arco e por resistência consomem correntes elevadas de forma intermitente e podem provocar quedas de tensão e interferências em outros equipamentos. Fornos e estufas elétricos têm resistências de alta potência, que funcionam por longos períodos e aquecem as conexões. Fornos de indução geram harmônicas.
Para essas cargas, os circuitos são dimensionados considerando o ciclo de trabalho, com cabos e conexões adequados às temperaturas do ambiente. Em áreas de solda, é comum instalar tomadas industriais específicas distribuídas ao longo das bancadas, evitando cabos longos pelo piso. A termografia é especialmente útil para encontrar conexões aquecidas em circuitos de fornos e estufas.
Iluminação dos postos de trabalho
A iluminação no chão de fábrica afeta a qualidade, a produtividade e a segurança. Tarefas de inspeção, montagem de peças pequenas e operação de máquinas exigem mais luz do que áreas de circulação ou estoque. A norma de iluminação de ambientes de trabalho define níveis recomendados para cada tipo de tarefa.
A iluminação geral com luminárias LED de alto rendimento garante uma base uniforme em todo o galpão. Nos postos que exigem mais precisão, a iluminação localizada, com luminárias nas bancadas ou nas máquinas, complementa a iluminação geral. A boa reprodução de cores é importante em áreas de inspeção de qualidade, pintura e acabamento.
A troca da iluminação antiga por LED reduz o consumo, melhora a qualidade da luz e diminui as trocas em altura. O serviço é planejado por setores, nos horários combinados com a produção.
Aterramento das máquinas
Toda máquina precisa estar ligada ao condutor de proteção, que leva qualquer corrente de defeito para o aterramento e permite que as proteções atuem. Em fábricas antigas ou com instalações improvisadas, é comum encontrar máquinas sem aterramento, com o condutor de proteção desligado ou com aterramento feito em uma haste isolada ao lado da máquina, o que não garante a segurança.
O correto é que todas as máquinas estejam ligadas ao condutor de proteção que vem do quadro, conectado à malha de aterramento da fábrica. As estruturas metálicas, as eletrocalhas e as tubulações também devem ser interligadas, formando um sistema equipotencial. Máquinas com equipamentos eletrônicos, como CNCs e controladores, são sensíveis a falhas de aterramento, que podem causar travamentos e mau funcionamento.
Segurança: NR-10 e NR-12
A NR-10 trata da segurança em instalações e serviços em eletricidade. Ela exige desenergização, bloqueio e etiquetagem antes de intervenções, uso de equipamentos de proteção, profissionais capacitados e, para estabelecimentos com carga instalada acima de 75 kW, o prontuário de instalações elétricas.

A NR-12 trata da segurança em máquinas e equipamentos. Ela tem requisitos relacionados à parte elétrica das máquinas, como dispositivos de parada de emergência, dispositivos de seccionamento que permitam bloquear a energia da máquina na manutenção e sistemas de segurança que impeçam o acesso a partes perigosas com a máquina em movimento. A adequação das máquinas à NR-12 é um trabalho que envolve projeto específico de segurança, normalmente feito por empresas especializadas.
A ALLITEC atua na alimentação elétrica das máquinas, garantindo que cada uma tenha um dispositivo de seccionamento adequado, que possa ser bloqueado com cadeado na manutenção, e que a alimentação esteja de acordo com os requisitos de segurança. O projeto de adequação das máquinas à NR-12 é feito em conjunto com a empresa responsável pela segurança das máquinas.
Manutenção preventiva no chão de fábrica
Mensal. Inspeção visual dos quadros setoriais, das tomadas industriais e dos cabos das máquinas, verificação da iluminação dos postos de trabalho.

Trimestral. Termografia dos quadros, das conexões das máquinas de maior potência, dos compressores e dos fornos, medição de correntes.
Semestral. Reaperto programado, teste dos dispositivos diferenciais, verificação do barramento das pontes rolantes, limpeza dos quadros.
Anual. Medição do aterramento, medição da resistência de isolamento dos motores principais, revisão da documentação.
As atividades que exigem desligamento são programadas para as paradas da produção.
Setores e suas particularidades elétricas
Cada tipo de fábrica tem necessidades elétricas próprias. Conhecer essas particularidades ajuda a planejar a instalação e a manutenção com mais precisão:
Metalúrgicas e usinagem. Tornos, fresadoras, centros de usinagem CNC, prensas, guilhotinas, dobradeiras e máquinas de solda. As máquinas CNC são sensíveis à qualidade da energia e ao aterramento. As prensas e guilhotinas têm motores de partida pesada. A solda gera picos de corrente e interferências. Óleo de corte e cavacos metálicos exigem quadros bem vedados e limpeza frequente.
Plásticos e injeção. Injetoras e extrusoras têm resistências de aquecimento de alta potência e motores hidráulicos ou elétricos. Funcionam por longos períodos, muitas vezes 24 horas, e as conexões das resistências aquecem bastante. Chillers e torres de resfriamento completam o processo. Uma falta de energia durante a injeção pode solidificar o material dentro da máquina, exigindo limpeza demorada.
Alimentos e bebidas. Áreas lavadas com frequência, câmaras frias, fornos, misturadores, envasadoras e esteiras. Os equipamentos elétricos precisam ter grau de proteção contra água e materiais resistentes à corrosão e aos produtos de limpeza. A vigilância sanitária fiscaliza as condições das áreas de produção.
Móveis e madeira. Serras, plainas, tupias, coladeiras de borda e cabines de pintura. O pó de madeira acumulado em quadros e motores é um risco de incêndio, e os sistemas de exaustão de pó precisam funcionar sempre que as máquinas estão ligadas.
Têxteis e confecção. Teares, máquinas de costura industriais, ferros de passar a vapor e caldeiras elétricas. A fibra em suspensão se acumula em quadros, luminárias e motores, exigindo limpeza regular.
Embalagens e gráficas. Impressoras, cortadeiras, coladeiras e máquinas de acabamento com motores e controles eletrônicos sensíveis, além de secadores de alta potência.
Eletroeletrônicos e montagem. Bancadas com muitos equipamentos de teste e solda, linhas de montagem com esteiras, fornos de refusão e exigências de proteção contra descargas eletrostáticas, que podem danificar componentes eletrônicos.
Químicos e cosméticos. Reatores, misturadores, envasadoras e, em algumas áreas, atmosferas potencialmente explosivas, que exigem equipamentos certificados e instalação conforme normas específicas.
A ALLITEC adapta o serviço às particularidades de cada setor, respeitando as exigências do processo e as regras de segurança da fábrica.
Expansão da fábrica: quando a energia chega ao limite
Fábricas que crescem chegam, em algum momento, ao limite da instalação elétrica. Os sinais são claros: disjuntores gerais desarmando nos horários de maior produção, transformador aquecendo, quedas de tensão quando várias máquinas partem ao mesmo tempo e falta de espaço nos quadros para novos circuitos.
Antes de comprar novas máquinas ou ampliar a produção, vale fazer um levantamento de cargas completo, com medições reais da demanda ao longo de alguns dias. Esse levantamento mostra quanto da capacidade instalada está sendo usado, quais horários concentram a demanda e quanto de folga existe para novas cargas. Com essas informações, é possível decidir se a ampliação cabe na instalação atual, se basta redistribuir as cargas ou mudar horários de funcionamento de algumas máquinas, ou se será necessário aumentar a potência do transformador e a demanda contratada com a concessionária.
O aumento de potência envolve a concessionária e o responsável técnico pela média tensão, e pode levar meses. Por isso, o planejamento deve começar o quanto antes. A ALLITEC faz o levantamento e a adequação da parte de baixa tensão e coordena com os demais envolvidos.
Qualidade de energia na fábrica
Fábricas com muitos motores, inversores de frequência, fornos de indução, máquinas de solda e equipamentos eletrônicos podem ter problemas de qualidade de energia que não aparecem como falhas evidentes, mas causam prejuízos: fator de potência baixo, com cobrança de energia reativa na conta; harmônicas, que aquecem cabos, transformadores e capacitores; desequilíbrio entre as fases, que prejudica os motores; e afundamentos de tensão na partida de cargas grandes, que fazem máquinas sensíveis desligarem.
O diagnóstico é feito com analisadores de energia instalados por alguns dias no quadro geral ou nos quadros setoriais. Com os dados, é possível propor soluções como bancos de capacitores dimensionados para a carga real, filtros de harmônicas, redistribuição das cargas entre as fases e partidas suaves para os motores maiores. A correção do fator de potência, em especial, costuma se pagar rapidamente com a eliminação da cobrança de reativos.
Paradas programadas e férias coletivas
Muitas fábricas fazem paradas programadas ou férias coletivas no fim do ano, no meio do ano ou em feriados prolongados. Essas paradas são a melhor oportunidade para os serviços elétricos que exigem desligamento geral: troca ou ampliação do quadro geral, reaperto completo de barramentos, substituição de cabos principais, instalação de novos quadros setoriais e mudanças de layout maiores.
O planejamento começa semanas antes, com a lista de atividades, a compra antecipada dos materiais, a definição das equipes e o cronograma detalhado. Durante a parada, a coordenação com as equipes de manutenção mecânica e com os fornecedores de máquinas evita conflitos. No retorno, cada área é testada antes de ser liberada para a produção. A ALLITEC planeja e executa esses serviços dentro da janela disponível, para que a fábrica volte a operar na data prevista.
Documentação e prontuário elétrico
A documentação elétrica de uma fábrica inclui os diagramas unifilares dos quadros, a identificação dos circuitos de cada máquina, a lista de cargas, a planta com a localização dos quadros e das eletrocalhas e o histórico de manutenções. Para fábricas com carga instalada acima de 75 kW, a NR-10 exige o prontuário das instalações elétricas, que reúne esses documentos e outros, como procedimentos de trabalho e registros de treinamento.
Em fábricas que cresceram ao longo dos anos, a documentação costuma estar desatualizada. O levantamento pode ser feito em etapas, começando pelos quadros que alimentam as máquinas mais críticas, e depois mantido atualizado a cada nova ligação ou mudança de layout.
Exaustão, ventilação e climatização da produção
O conforto térmico no chão de fábrica e a retirada de fumos, pós e vapores dependem de exaustores, ventiladores, climatizadores evaporativos e, em algumas áreas, ar-condicionado. Esses equipamentos funcionam por muitas horas e, em galpões grandes, somam uma carga considerável. Nos dias quentes, quando todos estão ligados junto com as máquinas, a instalação chega ao limite.
A alimentação dos sistemas de ventilação e exaustão deve ter circuitos próprios, com proteções adequadas aos motores, e comandos que permitam ligar e desligar por setor. Exaustores de cabines de pintura e de sistemas de captação de pó têm exigências de segurança específicas, porque trabalham com materiais inflamáveis, e devem ser intertravados com os equipamentos de processo quando o projeto exigir. Inversores de frequência nos ventiladores maiores permitem ajustar a vazão e economizar energia.
Escritórios, laboratório e áreas de apoio
Além do chão de fábrica, a fábrica tem escritórios administrativos, laboratório de controle de qualidade, almoxarifado, refeitório, vestiários e ambulatório. Essas áreas seguem as regras da NBR 5410 para instalações de baixa tensão, com circuitos separados por tipo de uso, proteção diferencial nas áreas molhadas e iluminação adequada a cada atividade. O laboratório de qualidade pode ter equipamentos de medição sensíveis, que exigem alimentação estabilizada e bom aterramento. Os vestiários têm chuveiros elétricos que, em fábricas com muitos funcionários, representam uma carga importante nos horários de troca de turno.
Treinamento da equipe de manutenção da fábrica
Muitas fábricas têm um mecânico ou um eletricista de manutenção interno, que resolve os problemas do dia a dia. A ALLITEC trabalha em conjunto com essa equipe, compartilhando a documentação da instalação, explicando a organização dos quadros e dos circuitos e orientando sobre os procedimentos de segurança. Quando um problema exige conhecimento ou equipamentos específicos, como termografia, analisadores de energia ou instalação de novos quadros, a equipe interna aciona a ALLITEC, que já conhece a instalação.
Contrato de manutenção para fábricas
Para fábricas sem equipe elétrica própria ou com equipe reduzida, o contrato de manutenção elétrica garante atendimento rápido e rotina preventiva. O contrato define a frequência das visitas, os itens verificados, os prazos de atendimento para chamados urgentes, como máquina parada ou setor sem energia, e para chamados de rotina, os horários de atendimento de acordo com os turnos da fábrica, os relatórios e o apoio técnico nas compras de máquinas e nas mudanças de layout. Com o tempo, a equipe conhece cada máquina e cada quadro, o que reduz muito o tempo de diagnóstico e de parada.
Segurança elétrica dos operadores
Os operadores convivem com as máquinas o dia inteiro e precisam de uma instalação segura. Alguns cuidados simples fazem muita diferença: quadros sempre fechados e identificados, sem partes energizadas acessíveis; cabos das máquinas protegidos contra esmagamento e cortes; tomadas industriais em bom estado, sem plugues quebrados ou improvisados; botões de emergência funcionando e visíveis; e proteção diferencial nas tomadas de uso geral e nas áreas molhadas. Na manutenção preventiva, esses itens são verificados, e qualquer risco encontrado é corrigido imediatamente ou sinalizado até a correção.
Energia solar em fábricas
Fábricas com grandes telhados e consumo elevado durante o dia são boas candidatas à geração de energia solar. A geração acontece justamente no horário de maior consumo, reduzindo a energia comprada da concessionária. Antes de decidir, é preciso avaliar a estrutura do telhado, o sombreamento, a orientação, o consumo e a forma de conexão com a instalação existente e com a rede. Os inversores são ligados ao quadro geral, com proteções específicas, e a instalação segue as regras da concessionária. A ALLITEC verifica a compatibilidade da instalação elétrica da fábrica com o sistema solar e executa as adequações necessárias no quadro.
Proteção contra surtos na fábrica
Máquinas modernas têm controladores, inversores, painéis de operação e sensores eletrônicos que podem ser danificados por surtos de tensão. Na região de Campinas, as tempestades de verão são frequentes, e uma descarga atmosférica próxima pode queimar a placa de controle de uma máquina cara, deixando-a parada por dias à espera da peça. Os dispositivos de proteção contra surtos no quadro geral e nos quadros setoriais, combinados com um bom aterramento e com o sistema de proteção contra descargas atmosféricas do prédio, reduzem muito esse risco. A verificação desses dispositivos faz parte da manutenção preventiva, de preferência antes do início da temporada de chuvas.
Situações comuns em fábricas
Máquina nova parada esperando energia. O levantamento foi feito tarde. Planejar a alimentação assim que a compra é fechada evita o problema.
Disjuntor desarmando na partida do compressor. Proteção inadequada para a partida do motor ou circuito subdimensionado.
CNC travando sem motivo. Aterramento deficiente ou interferência de cargas como solda e inversores.
Cabos pelo piso. Falta de infraestrutura aérea. Eletrocalhas e descidas organizam a fábrica.
Motor queimando com frequência. Falta de fase, desequilíbrio de tensão ou proteção mal ajustada.
Ponte rolante falhando em alguns trechos. Desgaste do barramento ou dos coletores. A inspeção e a troca das partes desgastadas devolvem a confiabilidade.
Como funciona o atendimento da ALLITEC
Contato. A fábrica descreve a necessidade pelo formulário ou pelo WhatsApp.
Visita técnica. Um técnico visita a fábrica, conhece a instalação e as máquinas e levanta as informações necessárias.
Proposta. A ALLITEC envia a proposta por escrito, com escopo, cronograma e condições. Para saber o valor do seu caso, solicite seu orçamento agora pelo formulário no fim desta página ou pelo WhatsApp.
Planejamento. As intervenções são programadas com a produção.
Execução. A equipe executa o serviço seguindo a NR-10 e as regras de segurança da fábrica.
Entrega. A fábrica recebe o relatório, a documentação atualizada e as orientações necessárias.
Fábricas atendidas em Campinas e região
A ALLITEC é sediada em Campinas e atende fábricas num raio de até 50 quilômetros, incluindo Hortolândia, Sumaré, Nova Odessa, Americana, Paulínia, Indaiatuba, Monte Mor, Valinhos, Vinhedo, Itatiba, Jundiaí, Pedreira, Amparo e Jaguariúna.
Resumo
Serviços elétricos para fábricas envolvem a ligação de máquinas novas, usadas e importadas, a infraestrutura flexível para as linhas de produção, compressores, pontes rolantes, solda e fornos, a iluminação dos postos de trabalho, o aterramento das máquinas e a manutenção sem parar a produção. Uma elétrica bem cuidada mantém as máquinas funcionando e a fábrica entregando no prazo.
A ALLITEC atende fábricas de Campinas e região com equipe própria e conhecimento do chão de fábrica. Da ligação de uma máquina nova à reorganização completa de uma linha, solicite seu orçamento agora e agende uma visita técnica.
