Por que a elétrica de um hospital é diferente
Em quase todo tipo de imóvel, uma falta de energia é um transtorno. Em um hospital, pode ser uma questão de vida ou morte. Equipamentos de suporte à vida, monitores, bombas de infusão, centros cirúrgicos, unidades de terapia intensiva, laboratórios, bancos de sangue e farmácias com medicamentos refrigerados dependem de energia contínua e de boa qualidade. Por isso, a instalação elétrica hospitalar segue regras mais rigorosas que a de outros edifícios e exige uma manutenção planejada com muito cuidado.
A ALLITEC atende hospitais, maternidades, hospitais-dia e unidades de pronto atendimento de Campinas e de cidades num raio de até 50 quilômetros, com serviços elétricos de baixa tensão: adequação e manutenção de quadros, circuitos de áreas críticas, distribuição da energia de emergência, iluminação, aterramento, proteção contra surtos e documentação. O trabalho é feito em conjunto com a engenharia clínica, a manutenção predial e a administração do hospital, respeitando a rotina de atendimento aos pacientes.
Este guia explica os principais pontos da elétrica hospitalar, as normas envolvidas, os cuidados na manutenção e como organizar o trabalho para que a energia nunca falte onde ela é indispensável.
As normas que orientam a elétrica hospitalar
A NBR 5410 é a norma brasileira de instalações elétricas de baixa tensão e vale para todo tipo de edificação, incluindo hospitais. Ela define critérios de dimensionamento de condutores, proteção contra choques e sobrecorrentes, aterramento, uso de dispositivos diferenciais e de proteção contra surtos, entre muitos outros pontos.
Para estabelecimentos de saúde, existe uma norma complementar: a NBR 13534, que trata de instalações elétricas de baixa tensão em estabelecimentos assistenciais de saúde. Ela traz requisitos específicos para locais onde pacientes são submetidos a procedimentos com equipamentos eletromédicos, considerando que, nessas situações, a pessoa pode estar mais vulnerável a choques elétricos e que a interrupção da energia pode trazer riscos graves.
Além das normas técnicas, a infraestrutura física dos estabelecimentos de saúde também é regulada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que define requisitos para projetos de estabelecimentos assistenciais de saúde, incluindo as instalações elétricas. A vigilância sanitária local verifica esses requisitos em inspeções e licenciamentos.
Os serviços elétricos em hospitais também seguem a NR-10, que trata da segurança dos trabalhadores em instalações elétricas, e a NR-32, que trata da segurança e saúde no trabalho em serviços de saúde, com cuidados relacionados a riscos biológicos, químicos e radiológicos que a equipe de manutenção pode encontrar no ambiente hospitalar.
Classificação dos locais médicos
A NBR 13534 classifica os locais médicos em grupos, de acordo com o tipo de contato entre os equipamentos eletromédicos e o paciente e com as consequências de uma falta de energia. De forma simplificada:
Grupo 0. Locais onde não se utilizam equipamentos eletromédicos com partes aplicadas ao paciente, como consultórios e salas de espera. A instalação segue basicamente a NBR 5410.
Grupo 1. Locais onde equipamentos eletromédicos têm partes aplicadas ao paciente de forma externa ou invasiva, mas sem contato com o coração, e onde uma falta de energia não coloca a vida do paciente em risco imediato. Exemplos são salas de exame, enfermarias e salas de fisioterapia.
Grupo 2. Locais onde equipamentos eletromédicos são usados em procedimentos intracardíacos, cirurgias ou suporte à vida, e onde uma falta de energia pode colocar a vida do paciente em risco. Exemplos são centros cirúrgicos, unidades de terapia intensiva e salas de hemodinâmica.
Cada grupo tem exigências próprias de proteção, aterramento, equipotencialização e tempo de restabelecimento da energia. Os locais do grupo 2 são os mais exigentes, e é neles que aparece o sistema IT médico.
O sistema IT médico
Nas instalações comuns, um defeito de isolamento, como um fio encostando na carcaça de um equipamento, faz o dispositivo de proteção desligar o circuito. Em uma sala cirúrgica ou em uma UTI, esse desligamento repentino pode ser perigoso, porque interrompe equipamentos que estão mantendo o paciente vivo.
O sistema IT médico resolve esse problema. Ele usa um transformador de separação que isola o circuito das salas críticas do restante da instalação. Com isso, um primeiro defeito de isolamento não provoca o desligamento do circuito. Em vez disso, um dispositivo supervisor de isolamento detecta a falha e emite um alarme visual e sonoro, avisando a equipe para que o problema seja corrigido sem interromper o procedimento.
Os componentes principais do sistema IT médico são:
- transformador de separação para uso médico;
- dispositivo supervisor de isolamento, que monitora continuamente a resistência de isolamento;
- painel de alarme instalado em local visível para a equipe assistencial;
- barramento de equipotencialização na sala, ao qual são ligadas as partes metálicas e os equipamentos;
- quadros e circuitos dedicados.
A manutenção do sistema IT médico inclui o teste periódico do dispositivo supervisor, a verificação dos alarmes, a medição das correntes de fuga, a inspeção do transformador e a conferência das ligações equipotenciais. Quando o alarme de isolamento dispara, é preciso localizar o equipamento ou circuito com defeito, o que exige técnica e cuidado para não atrapalhar a rotina da sala.
Energia de emergência: tempo é fundamental
Todo hospital precisa de fontes de energia de segurança que entrem em funcionamento quando a energia da concessionária falha. A NBR 13534 classifica os equipamentos e circuitos de acordo com o tempo máximo admissível para o restabelecimento da energia. Algumas cargas precisam voltar em fração de segundo, outras em poucos segundos e outras podem esperar um pouco mais.
Na prática, os hospitais combinam diferentes fontes:
Nobreaks. Fornecem energia sem interrupção para cargas que não podem desligar nem por um instante, como equipamentos de suporte à vida, sistemas de informação e iluminação de focos cirúrgicos. As baterias mantêm a alimentação até que o gerador assuma.
Grupos geradores. Assumem a alimentação das cargas essenciais em poucos segundos após a falta de energia, por meio de uma chave de transferência automática.
Fontes locais. Alguns equipamentos têm baterias próprias, e a iluminação de emergência tem fontes autônomas ou centralizadas.
A instalação elétrica precisa separar as cargas por prioridade, com quadros e circuitos específicos para cada nível de serviço. Assim, quando falta energia, o gerador alimenta apenas o que é essencial, sem ser sobrecarregado por cargas que podem esperar.
Os serviços da ALLITEC na energia de emergência incluem:
- verificação dos quadros de transferência e da separação das cargas por prioridade;
- conferência do dimensionamento de cabos e proteções dos circuitos de emergência;
- acompanhamento dos testes periódicos de transferência, verificando o comportamento da instalação;
- inspeção dos circuitos alimentados pelos nobreaks;
- identificação de cargas não essenciais ligadas indevidamente aos circuitos de emergência;
- atualização da documentação.
A manutenção mecânica do motor do gerador e a manutenção interna dos nobreaks ficam com os fornecedores especializados desses equipamentos, e a ALLITEC trabalha em conjunto com eles.
Testes periódicos de transferência
Um gerador que nunca é testado pode falhar justamente quando é necessário. Por isso, os hospitais devem realizar testes periódicos, simulando a falta de energia e verificando se a transferência acontece no tempo esperado e se todas as cargas essenciais continuam alimentadas.
Esses testes exigem planejamento. Mesmo com o sistema funcionando corretamente, há uma breve interrupção nas cargas que não estão nos nobreaks. Por isso, os testes são combinados com as equipes assistenciais, em horários de menor movimento, e acompanhados por técnicos que verificam cada etapa:
- Confirmação de que as áreas críticas estão cientes e preparadas.
- Simulação da falta de energia.
- Verificação da partida do gerador e do tempo de transferência.
- Conferência das cargas alimentadas em cada área.
- Retorno à energia normal e verificação da retransferência.
- Registro dos resultados e das ocorrências.
Os testes também revelam problemas que não aparecem no dia a dia, como cargas novas que foram ligadas aos circuitos de emergência sem planejamento e que podem sobrecarregar o gerador.
Quadros e distribuição em hospitais
A distribuição elétrica de um hospital costuma ser complexa, com um quadro geral de baixa tensão, quadros de transferência, quadros por andar ou por ala e quadros específicos para áreas críticas, equipamentos de imagem, cozinha, lavanderia, ar-condicionado e elevadores. Com o tempo, reformas e ampliações tornam essa distribuição difícil de entender.

Um quadro bem organizado em um hospital tem:
- identificação clara de cada circuito e da área que ele alimenta;
- indicação de quais circuitos são normais e quais são de emergência;
- dispositivos de proteção adequados, incluindo proteção diferencial onde exigida;
- dispositivos de proteção contra surtos;
- espaço reserva para ampliações;
- acesso restrito a pessoas autorizadas.
Quadros desorganizados em hospitais trazem riscos sérios. Em uma emergência, a equipe de manutenção precisa saber exatamente qual disjuntor alimenta qual sala. Desligar o circuito errado durante uma manutenção pode interromper um equipamento em uso. A organização e a documentação dos quadros são, portanto, prioridades.
Iluminação hospitalar
A iluminação em hospitais tem funções diferentes em cada ambiente. Nas salas cirúrgicas, há iluminação geral e focos cirúrgicos. Nas UTIs e enfermarias, a iluminação precisa permitir o trabalho da equipe e, ao mesmo tempo, o descanso dos pacientes, com luz de vigília e iluminação de cabeceira. Nos corredores, a iluminação orienta a circulação e não deve ofuscar pacientes transportados em macas. Nas áreas administrativas, segue os critérios de escritórios.
A modernização para LED traz economia de energia, menos calor e menos manutenção. Em hospitais, a troca de luminárias exige alguns cuidados adicionais:
- escolha de luminárias fáceis de limpar e adequadas aos protocolos de higienização;
- vedação adequada em áreas com controle de infecção;
- planejamento para trocar a iluminação sem interromper o uso das salas;
- compatibilidade com os circuitos de emergência;
- atenção à reprodução de cores em áreas onde a equipe avalia a coloração da pele do paciente.
A iluminação de emergência, que garante a saída segura em caso de falta de energia, é verificada periodicamente, com testes de autonomia das baterias e conferência das luminárias de sinalização de rotas de fuga.
Aterramento e equipotencialização
Em hospitais, o aterramento e a equipotencialização são ainda mais importantes que em outros edifícios. Nos locais médicos dos grupos 1 e 2, todas as partes metálicas que podem entrar em contato com o paciente ou com a equipe precisam estar no mesmo potencial elétrico, para que não circulem correntes perigosas pelo corpo do paciente.
Os serviços incluem:
- verificação da malha de aterramento do edifício;
- inspeção dos barramentos de equipotencialização nas salas;
- medição da continuidade das ligações equipotenciais;
- verificação das tomadas e dos condutores de proteção;
- conferência das ligações de macas, mesas cirúrgicas, suportes e tubulações de gases.
Equipamentos de imagem, como tomógrafos e aparelhos de ressonância, têm exigências próprias de aterramento e alimentação definidas pelos fabricantes. Nesses casos, a ALLITEC trabalha seguindo as especificações do fabricante e em conjunto com a engenharia clínica.
Manutenção sem interromper o atendimento
O maior desafio da manutenção elétrica em hospitais é que eles nunca fecham. Não há fim de semana nem feriado em que todas as áreas fiquem vazias. Por isso, a manutenção precisa ser planejada com muito cuidado.

Inspeções sem desligamento. A inspeção visual, a termografia e as medições de corrente e tensão são feitas com a instalação em funcionamento. A termografia é especialmente útil, porque identifica conexões aquecidas antes que causem falhas, sem precisar desligar nada.
Intervenções programadas. Quando é preciso desligar um circuito, a intervenção é combinada com a equipe da área, em horário de menor movimento, e com alternativas de alimentação para os equipamentos que não podem parar.
Trabalho por etapas. Grandes adequações são divididas em etapas pequenas, cada uma com desligamento mínimo, em vez de uma única intervenção longa.
Comunicação constante. Antes de cada intervenção, as áreas afetadas são avisadas, e durante o trabalho há um canal de comunicação direto com a equipe assistencial.
Controle de infecção. Em áreas com controle de infecção, a equipe segue os protocolos do hospital: paramentação, isolamento da área de trabalho, controle de poeira e limpeza ao final.
Rotina de manutenção preventiva
A manutenção preventiva elétrica de um hospital costuma incluir:

Mensal. Inspeção visual dos quadros das áreas críticas, verificação dos painéis de alarme do sistema IT médico, teste das luminárias de emergência por amostragem e conferência dos registros dos testes do gerador.
Trimestral. Termografia dos quadros principais e das áreas críticas, teste dos dispositivos supervisores de isolamento, verificação dos dispositivos de proteção contra surtos e medição de correntes nos quadros.
Semestral. Teste dos dispositivos diferenciais residuais, medição da continuidade das ligações equipotenciais nas salas dos grupos 1 e 2, inspeção dos quadros de transferência e verificação da autonomia da iluminação de emergência.
Anual. Medição da resistência de aterramento, reaperto programado de conexões nos quadros, revisão completa da documentação e análise do histórico de ocorrências.
A frequência pode ser ajustada de acordo com o porte do hospital, o histórico da instalação e as exigências dos órgãos de fiscalização.
Reformas e ampliações hospitalares
Hospitais estão sempre em transformação. Novas salas, novos equipamentos, ampliação de leitos, reforma de alas antigas. Cada mudança afeta a instalação elétrica e precisa ser planejada para não comprometer as áreas em funcionamento.
Antes de uma reforma ou ampliação, é preciso verificar:
- se a capacidade do quadro e da entrada de energia comporta as novas cargas;
- se o gerador e os nobreaks têm capacidade para as novas cargas essenciais;
- como os circuitos da área em obra serão isolados das áreas em funcionamento;
- como será feita a ligação final sem interromper as áreas vizinhas;
- quais documentos precisam ser atualizados.
Equipamentos novos de grande potência, como aparelhos de imagem, exigem circuitos dedicados, com características definidas pelo fabricante. A instalação é feita em conjunto com a engenharia clínica e o fornecedor do equipamento.
Equipamentos de imagem e áreas especiais
Algumas áreas de um hospital têm exigências elétricas especiais:
Radiologia e tomografia. Equipamentos de raio X e tomógrafos têm picos de corrente durante a exposição, que podem causar quedas de tensão se a alimentação não estiver bem dimensionada.
Ressonância magnética. Além da alimentação elétrica, a sala exige blindagem contra interferências, e todos os materiais próximos ao equipamento precisam ser compatíveis com o campo magnético.
Laboratórios. Equipamentos de análise são sensíveis a variações de tensão e muitas vezes ficam ligados em nobreaks.
Centrais de material e esterilização. Autoclaves e lavadoras consomem muita energia e trabalham em ambiente úmido e quente.
Cozinha e lavanderia. Equipamentos de alta potência, ambiente úmido e operação intensa exigem circuitos robustos e boa proteção.
Data center. Prontuários eletrônicos, sistemas de imagem e gestão hospitalar dependem de servidores que não podem parar, alimentados por nobreaks e com climatização dedicada.
Integração com segurança eletrônica e redes
Hospitais também dependem de sistemas de segurança e comunicação: câmeras, controle de acesso a áreas restritas, chamada de enfermagem, redes de dados e telefonia. A ALLITEC tem experiência em segurança eletrônica e infraestrutura de redes, o que permite cuidar da alimentação elétrica desses sistemas de forma integrada, com circuitos dedicados, nobreaks para equipamentos críticos, proteção contra surtos e aterramento adequado.

Essa integração evita falhas comuns, como câmeras que desligam em quedas de energia porque não estão ligadas ao circuito de emergência, ou racks de rede que reiniciam a cada transferência para o gerador porque não têm nobreak.
Documentação: essencial para hospitais
A documentação elétrica de um hospital é importante para a segurança dos pacientes, para a manutenção e para as fiscalizações. Ela inclui:
- diagramas unifilares atualizados de todos os quadros;
- identificação dos circuitos normais e de emergência;
- classificação dos locais médicos por grupo;
- registros dos testes de transferência do gerador;
- registros dos testes dos sistemas IT médico;
- relatórios de termografia e de manutenção;
- registros das medições de aterramento e equipotencialização.
Em muitos hospitais, a documentação está desatualizada por causa das reformas sucessivas. O levantamento completo pode ser feito em etapas, começando pelas áreas críticas, e depois mantido atualizado a cada intervenção.
Situações comuns em hospitais
Alguns problemas aparecem com frequência:
Alarme de isolamento disparando. O dispositivo supervisor indica falha de isolamento em uma sala do grupo 2. A causa pode ser um equipamento com defeito, um cabo danificado ou umidade em uma tomada. A localização exige testes cuidadosos, sem interromper o uso da sala.
Cargas novas no circuito de emergência. Aparelhos de ar-condicionado, geladeiras e outros equipamentos foram ligados aos circuitos de emergência ao longo do tempo, e o gerador corre o risco de ficar sobrecarregado. O levantamento identifica essas cargas e reorganiza os circuitos.
Quadros aquecidos no verão. O aumento do uso do ar-condicionado sobrecarrega os quadros. A termografia mostra os pontos críticos, e a redistribuição de cargas ou a ampliação dos quadros resolve o problema.
Equipamentos que reiniciam. Sistemas que reiniciam durante a transferência para o gerador indicam que deveriam estar ligados a nobreaks.
Documentação desatualizada. Depois de várias reformas, ninguém sabe ao certo quais circuitos alimentam quais salas. O levantamento e a identificação dos circuitos são o primeiro passo para qualquer melhoria.
Tomadas e pontos de alimentação nas áreas de pacientes
Nas enfermarias, UTIs e salas de procedimento, as tomadas ficam normalmente em réguas ou painéis de cabeceira, junto com os pontos de gases medicinais, a chamada de enfermagem e a iluminação. Esses painéis concentram muitos equipamentos em pouco espaço e precisam de atenção especial:
- as tomadas devem ser identificadas, indicando se pertencem ao circuito normal, ao circuito de emergência ou ao sistema IT médico;
- o número de tomadas precisa ser suficiente para os equipamentos usados em cada leito, evitando o uso de extensões e adaptadores;
- as tomadas danificadas, com mau contato ou sinais de aquecimento, são substituídas imediatamente;
- os circuitos são distribuídos de forma que um único defeito não deixe vários leitos sem energia;
- a ligação ao condutor de proteção é verificada periodicamente.
O uso de extensões e réguas improvisadas é um problema comum em hospitais com instalações antigas, e indica que o número de tomadas não acompanha a quantidade de equipamentos atual. A solução é ampliar os pontos de forma planejada, respeitando a capacidade dos circuitos e a separação entre energia normal e de emergência.
Climatização e cargas de apoio
O ar-condicionado é uma das maiores cargas de um hospital. Centros cirúrgicos, UTIs, salas limpas e áreas de isolamento têm sistemas de climatização com controle de temperatura, umidade e pressão, que são essenciais para o controle de infecção. Esses sistemas precisam de alimentação elétrica confiável e, em alguns casos, fazem parte das cargas alimentadas pelo gerador.
Além do ar-condicionado, há outras cargas de apoio importantes: bombas de água, sistemas de vácuo clínico e ar comprimido medicinal, elevadores de macas, câmaras frias da farmácia e do banco de sangue, e sistemas de combate a incêndio. A instalação elétrica precisa considerar a prioridade de cada uma dessas cargas e garantir que as essenciais continuem funcionando em uma falta de energia.
O equilíbrio entre as cargas é um ponto delicado. Se todas as cargas de apoio forem ligadas ao gerador, ele precisa ser muito grande. Se cargas importantes ficarem de fora, a falta de energia pode comprometer o atendimento. O levantamento de cargas e a definição de prioridades, feitos com a engenharia do hospital, orientam essa decisão.
Proteção contra surtos e descargas atmosféricas
Campinas e a região têm verões com muitas tempestades. Descargas atmosféricas próximas ao hospital ou na rede da concessionária geram surtos de tensão que podem danificar equipamentos eletromédicos caros, sistemas de informação e centrais de alarme. A proteção é feita em camadas: o sistema de proteção contra descargas atmosféricas protege a estrutura, os dispositivos de proteção contra surtos no quadro geral reduzem os surtos que entram pela rede, e dispositivos adicionais nos quadros das áreas críticas protegem os equipamentos mais sensíveis. Todos dependem de um aterramento bem feito, e a verificação desses dispositivos faz parte da manutenção preventiva, principalmente antes e depois da temporada de chuvas.
Gestão de riscos e plano de contingência
Mesmo com toda a redundância, falhas podem acontecer. Por isso, o hospital precisa de um plano de contingência elétrica, que define o que fazer em diferentes cenários: falta de energia da concessionária, falha do gerador, falha de um quadro principal, incêndio em uma sala elétrica. O plano indica as áreas prioritárias, os responsáveis, os procedimentos de manobra e os contatos de emergência.
A ALLITEC pode apoiar o hospital na revisão técnica desse plano, verificando se os procedimentos são compatíveis com a instalação existente, se os quadros de manobra estão identificados e acessíveis, e se a equipe de manutenção conhece as manobras necessárias. Simulações periódicas ajudam a manter a equipe preparada.
Salas elétricas e acesso restrito
Os quadros gerais, os quadros de transferência, os transformadores do sistema IT médico e os nobreaks normalmente ficam em salas elétricas ou em shafts técnicos. Esses espaços precisam estar organizados, limpos, ventilados, iluminados e com acesso restrito a pessoas autorizadas. É comum encontrar salas elétricas usadas como depósito de materiais, com caixas, macas quebradas e produtos de limpeza bloqueando o acesso aos quadros. Isso dificulta as manobras em uma emergência e aumenta o risco de incêndio.

Na manutenção, a ALLITEC verifica as condições das salas elétricas e orienta o hospital sobre os ajustes necessários: liberação do espaço em frente aos quadros, sinalização de risco elétrico, extintores adequados, iluminação de emergência, ventilação para os equipamentos que geram calor e fechaduras que impeçam o acesso de pessoas não autorizadas. Esses cuidados simples fazem muita diferença na segurança e na rapidez do atendimento quando algo dá errado.
Indicadores para acompanhar a elétrica do hospital
A gestão da manutenção elétrica fica mais fácil com alguns indicadores simples, acompanhados mês a mês: número de chamados corretivos por área, tempo médio de atendimento, quantidade de pontos quentes encontrados na termografia e corrigidos, resultado dos testes de transferência do gerador, ocorrências de alarme de isolamento nas salas do grupo 2 e percentual das atividades preventivas realizadas no prazo. Esses números mostram se a instalação está melhorando, ajudam a justificar investimentos e são úteis nas auditorias de acreditação hospitalar, que costumam avaliar a gestão da infraestrutura.
Como funciona o atendimento da ALLITEC
O atendimento a hospitais segue um processo cuidadoso:
Contato. O hospital descreve a necessidade pelo formulário ou pelo WhatsApp.
Visita técnica. Um técnico visita o hospital com a equipe de manutenção ou engenharia, conhece as áreas envolvidas e levanta as informações necessárias, seguindo as regras de acesso e de controle de infecção.
Proposta. A ALLITEC envia a proposta por escrito, com escopo, cronograma, plano de intervenção e condições. Para saber o valor do seu caso, solicite seu orçamento agora pelo formulário no fim desta página ou pelo WhatsApp.
Planejamento com as áreas. As intervenções que exigem desligamento são combinadas com as equipes assistenciais, definindo dias, horários e alternativas de alimentação.
Execução. A equipe executa o serviço seguindo a NR-10, a NR-32 e os protocolos do hospital.
Entrega. O hospital recebe o relatório, a documentação atualizada e as orientações necessárias.
Contrato de manutenção elétrica hospitalar
Para hospitais, o contrato de manutenção traz previsibilidade e agilidade. Ele define a rotina preventiva, os prazos de atendimento para chamados corretivos, o atendimento em horários estendidos, o acompanhamento dos testes do gerador e o formato dos relatórios, que pode seguir o padrão exigido pela gestão do hospital e pelas acreditações. Com o contrato, a equipe conhece a instalação em detalhes, o que agiliza o diagnóstico em situações urgentes.
Hospitais atendidos em Campinas e região
A ALLITEC é sediada em Campinas e atende hospitais, maternidades, hospitais-dia e unidades de saúde num raio de até 50 quilômetros, incluindo Valinhos, Vinhedo, Hortolândia, Sumaré, Paulínia, Indaiatuba, Americana, Jaguariúna, Itatiba, Jundiaí e Amparo. Campinas é um importante polo de saúde, com hospitais de referência regional, e a proximidade permite atender com agilidade, acompanhar as manutenções programadas de perto e estar presente nos testes de transferência e nas intervenções mais delicadas.
Resumo
Serviços elétricos para hospitais exigem conhecimento das normas específicas, cuidado com as áreas críticas, energia de emergência confiável e uma manutenção planejada para não interromper o atendimento. Quadros organizados, sistema IT médico funcionando, testes de transferência regulares, aterramento e equipotencialização corretos e documentação atualizada são a base de uma instalação segura para pacientes e profissionais.
A ALLITEC atende hospitais de Campinas e região com equipe própria e planejamento cuidadoso, sempre em conjunto com a engenharia e a manutenção do hospital e com respeito à rotina dos pacientes. Solicite seu orçamento agora e agende uma visita técnica para avaliar a instalação elétrica da sua unidade.
