Por que um projeto de CFTV começa pelas perguntas, e não pelas câmeras
Quem procura um sistema de câmeras costuma começar pela pergunta “quantas câmeras eu preciso?”. A pergunta é natural, mas é a segunda que deveria ser feita. A primeira é: o que cada câmera precisa provar? Uma câmera na portaria precisa mostrar o rosto de quem entra; uma câmera no portão de veículos precisa registrar a placa; uma câmera no estacionamento precisa mostrar de onde o veículo veio e para onde foi; uma câmera na doca precisa mostrar a carga e quem a manuseou. Cada objetivo leva a uma escolha diferente de câmera, lente, altura, ângulo, iluminação e configuração de gravação.
Este guia descreve como a ALLITEC projeta sistemas de CFTV IP para condomínios, residências, comércios e indústrias em Campinas e região. Ele percorre as decisões que definem a qualidade de um sistema: os objetivos de cada ponto, a arquitetura, a gravação, a rede, a energia, o monitoramento, a privacidade e a manutenção. A intenção é que o leitor entenda o que está por trás de um bom projeto e consiga avaliar propostas com mais segurança.
Etapa 1: o levantamento
O levantamento é a visita técnica em que o projeto realmente começa. Nela, o técnico percorre o imóvel com o responsável e registra:
- Os pontos de passagem obrigatória: portarias, eclusas, portões, entradas de garagem, acessos de serviço, docas.
- As áreas de risco: muros de fundo, áreas sem iluminação, estoques, caixas, salas técnicas.
- As áreas de convivência e circulação: halls, corredores, elevadores, áreas de lazer, estacionamentos.
- As condições de iluminação de dia e, de preferência, também à noite.
- A infraestrutura existente: eletrodutos, forros, shafts, racks, quadros elétricos, pontos de rede.
- A rotina do local: horários de maior movimento, quem opera o sistema, quem precisa de acesso remoto.
- O histórico de ocorrências: furtos, invasões, danos, reclamações.
- As restrições: estética de fachadas, regras do condomínio, áreas de privacidade.
Com essas informações, o projeto deixa de ser uma lista de câmeras e passa a ser uma resposta às necessidades concretas do local.
Etapa 2: os objetivos de cada câmera
Cada ponto de câmera recebe um objetivo, de acordo com o nível de detalhe necessário:
| Objetivo | O que a imagem precisa mostrar | Exemplos de local |
|---|---|---|
| Identificar | Rosto ou placa com detalhe suficiente para reconhecer uma pessoa desconhecida | Porta da portaria, eclusa, portão de veículos |
| Reconhecer | Pessoa conhecida, com segurança | Halls, elevadores, corredores de acesso |
| Observar | Ações e características gerais, como roupas e movimentos | Áreas comuns, estacionamentos, pátios |
| Detectar | Presença de pessoas ou veículos | Perímetros extensos, áreas abertas |
Esse critério evita dois erros opostos: gastar com câmeras de altíssima resolução em pontos onde basta detectar e, principalmente, instalar câmeras de visão geral em pontos onde era preciso identificar. Um sistema eficiente combina câmeras de visão geral, que contam a história, e câmeras de identificação, que dizem quem participou dela.
Etapa 3: a arquitetura do sistema
A arquitetura define como os componentes se conectam. Em um sistema de CFTV IP típico:
- As câmeras captam e comprimem a imagem e enviam o vídeo pela rede.
- Os switches PoE fornecem energia e dados às câmeras pelo mesmo cabo.
- O gravador (NVR) ou servidor de vídeo recebe, grava e disponibiliza as imagens.
- Os monitores e estações permitem a visualização na portaria ou na sala de controle.
- O acesso remoto permite a visualização pelo celular e pelo computador, por meios seguros.
- O nobreak mantém tudo funcionando em quedas de energia.
Centralizada ou distribuída
Em residências e condomínios pequenos, a arquitetura costuma ser centralizada: todas as câmeras chegam a um único rack, onde ficam o switch, o gravador e o nobreak. Em condomínios grandes, com vários blocos, e em indústrias, a arquitetura é distribuída: cada bloco ou área tem seu rack com switches, conectados ao rack central por cabos de fibra óptica ou de rede, respeitando os limites de distância.
Um gravador ou vários
Sistemas com muitas câmeras podem usar um gravador de maior capacidade, vários gravadores ou um servidor de vídeo com software de gerenciamento. A escolha considera o número de câmeras, o volume de gravação, a necessidade de redundância e a forma de operação.
Etapa 4: a escolha das câmeras
Com o objetivo de cada ponto definido, a escolha das câmeras considera:

- Resolução e lente, para obter a densidade de pixels necessária no alvo.
- Tipo de câmera: bullet, dome, turret, panorâmica, PTZ, leitura de placas.
- Desempenho noturno: infravermelho, luz branca ou alta sensibilidade.
- WDR, para cenas com contraluz.
- Grau de proteção contra água e poeira e resistência a impacto.
- Analíticos embarcados, quando o ponto exige alertas inteligentes.
- Áudio, quando aplicável e permitido.
A página de câmeras de alta definição detalha esses critérios. No projeto, o importante é que cada câmera tenha uma justificativa ligada ao objetivo do ponto.
Iluminação: a parceira esquecida das câmeras
Nenhuma câmera faz milagre no escuro. Mesmo as câmeras com infravermelho de longo alcance ou alta sensibilidade dependem, em algum grau, das condições de luz da cena. O projeto de CFTV da ALLITEC avalia a iluminação de cada ponto crítico e, quando necessário, propõe ajustes:
- Iluminação uniforme nas portarias, evitando que o rosto do visitante fique na sombra ou estourado por contraluz.
- Iluminação nos portões de veículos, que ajuda na leitura de placas e na identificação de motoristas.
- Iluminação perimetral, contínua de baixa intensidade ou acionada por sensores, para que as câmeras do muro registrem imagens úteis.
- Posicionamento de refletores fora do campo de visão direto das câmeras, para evitar ofuscamento.
- Temperatura de cor e reprodução de cores adequadas, que melhoram a fidelidade das imagens coloridas noturnas.
Por atuar também com elétrica, a ALLITEC pode executar esses ajustes junto com a instalação das câmeras, com um único responsável pelo resultado.
Câmeras sem fio: quando usar
Câmeras sem fio são atraentes pela facilidade de instalação, mas têm limitações importantes em sistemas profissionais: dependem da qualidade do sinal Wi-Fi, que pode oscilar com interferências; precisam de alimentação elétrica no local, a menos que usem bateria, que exige recarga ou troca; e são mais vulneráveis a interferências intencionais. Por isso, em pontos críticos, a ALLITEC recomenda câmeras cabeadas.
As câmeras sem fio, ou os enlaces sem fio ponto a ponto, são úteis em situações específicas: pontos distantes onde a passagem de cabo é inviável, ligações entre prédios separados por áreas abertas, instalações temporárias e câmeras complementares em residências. Nesses casos, o projeto avalia a qualidade do enlace, a alimentação e a segurança da conexão.
Etapa 5: a gravação
Quanto tempo guardar
O tempo de retenção é uma decisão importante. Muitos incidentes só são descobertos dias depois. Em condomínios, períodos entre 15 e 30 dias são comuns; em empresas e indústrias, a política interna, os contratos com clientes ou as exigências de seguradoras podem pedir prazos maiores. O tempo de retenção, junto com o número de câmeras e o volume de dados de cada uma, define a capacidade de armazenamento.
Gravação contínua ou por evento
- Contínua: grava o tempo todo. Garante o registro completo e é a opção mais segura para câmeras críticas.
- Por evento: grava apenas quando há movimento ou detecção. Economiza espaço, mas pode perder o início de uma ocorrência se mal configurada.
- Mista: contínua em qualidade menor e por evento em qualidade maior, ou contínua nas câmeras críticas e por evento nas demais.
Compressão e taxa de bits
A compressão H.265 e suas variações reduzem bastante o volume de gravação em comparação com o H.264. A taxa de bits precisa ser suficiente para manter a qualidade nas cenas com movimento; reduzir demais para economizar disco degrada exatamente as imagens que importam.
Cálculo do armazenamento
O cálculo considera, para cada câmera, a resolução, a compressão, a taxa de quadros, a taxa de bits, o movimento típico da cena e o regime de gravação. A soma, multiplicada pelo número de dias de retenção, define a capacidade de disco necessária, com margem de segurança. A ALLITEC apresenta esse cálculo na proposta, para que o cliente saiba exatamente quantos dias de gravação terá.
Proteção das gravações
- Gravador em local protegido, para que não seja levado ou danificado em uma invasão.
- Discos de uso contínuo, próprios para vigilância.
- Redundância, em sistemas críticos, para que a falha de um disco não apague gravações.
- Alertas de falha de disco e de gravação interrompida.
- Cópia em nuvem de câmeras ou eventos críticos, quando indicado.
Etapa 6: a rede
O CFTV IP é, antes de tudo, uma rede. Os pontos críticos do projeto de rede são:
- Cabeamento: cabos de cobre puro, de categoria adequada, sem emendas, dentro do limite de distância.
- Switches PoE: com potência total suficiente para todas as câmeras, considerando infravermelho, aquecedores e PTZ.
- Uplinks: conexões entre switches e gravador dimensionadas para o tráfego total.
- Fibra óptica: para distâncias maiores ou entre prédios, com imunidade a surtos.
- Separação lógica: a rede das câmeras isolada da rede administrativa e da rede de visitantes.
- Proteção contra surtos: nos cabos que chegam de câmeras externas.
Muitos problemas atribuídos às câmeras — imagens travando, câmeras caindo, gravações com falhas — têm origem na rede. Por isso, a ALLITEC projeta a rede junto com o sistema de câmeras.
Etapa 7: a energia
Um sistema de câmeras precisa funcionar exatamente nos momentos em que a energia falta ou oscila. O projeto elétrico inclui:
- Circuito dedicado para o rack de CFTV.
- Dispositivos de proteção contra surtos na alimentação e nas linhas de dados externas.
- Aterramento adequado do rack e dos equipamentos.
- Nobreak dimensionado para o gravador, os switches e, quando possível, todas as câmeras, com a autonomia desejada.
- Monitoramento do nobreak, com alerta quando ele entra em bateria.
Etapa 8: a visualização e o monitoramento
Na portaria ou sala de controle

O monitor da portaria deve mostrar as câmeras mais importantes em tamanho adequado. Mosaicos com dezenas de câmeras pequenas dificultam a percepção de eventos. Uma boa prática é ter um monitor com as câmeras de identificação da portaria e da eclusa, e outro com as câmeras de visão geral, alternando por grupos. Alertas de perímetro e alarme podem abrir automaticamente a câmera correspondente.
Pelo celular
O acesso remoto deve ser configurado com usuários individuais, permissões por perfil e conexão segura, sem abertura de portas no roteador. O fluxo de vídeo secundário garante uma visualização fluida mesmo em redes móveis.
Alertas inteligentes
Analíticos de detecção de pessoas e veículos, linhas virtuais e áreas de intrusão reduzem os alertas falsos e transformam o sistema em uma ferramenta ativa. A configuração precisa ser feita câmera a câmera, com testes reais.
Etapa 9: privacidade e regras de acesso às imagens
Câmeras captam imagens de pessoas, e o projeto precisa considerar a privacidade:
- Enquadramentos que evitem áreas privativas de vizinhos e, quando inevitável, máscaras de privacidade.
- Ausência de câmeras em locais de intimidade, como banheiros e vestiários.
- Sinalização de áreas monitoradas.
- Usuários individuais, com permissões limitadas ao necessário.
- Registro de quem acessou e exportou imagens.
- Prazo de retenção definido e sobrescrita automática.
- Procedimento para pedidos de imagens.
Em condomínios, as regras de acesso às imagens devem estar definidas pelo condomínio, e a ALLITEC configura o sistema para cumpri-las.
Etapa 10: segurança cibernética
Câmeras e gravadores são dispositivos conectados e precisam de proteção:
- Senhas fortes e exclusivas, nunca as de fábrica.
- Firmware atualizado de forma planejada.
- Serviços desnecessários desativados.
- Acesso remoto por meios seguros, sem redirecionamento de portas.
- Rede de câmeras separada.
- Revisão periódica de usuários.
Sem esses cuidados, o sistema de segurança pode se tornar uma porta de entrada para invasores ou expor as imagens do imóvel na internet.
Projeto de CFTV por tipo de imóvel
Condomínios verticais
Em condomínios verticais, os pontos essenciais são:
- Portaria de pedestres: câmera de identificação enquadrando o rosto de quem se aproxima da porta, e câmera interna na eclusa, se houver.
- Portão de veículos: câmera de placa e câmera de visão geral da entrada e da saída.
- Garagens: câmeras nos corredores de circulação e nas rampas, cobrindo as vagas de forma geral.
- Elevadores: câmeras internas, com cuidado na transmissão do sinal pelo cabo de manobra ou por soluções sem fio dedicadas.
- Halls do térreo e do subsolo.
- Áreas de lazer: piscina, salão, academia, playground, com atenção à privacidade.
- Área de lixo, entregas e acessos de serviço.
- Perímetro: muros laterais e de fundo.
Em condomínios com muitos blocos, cada bloco pode ter seu rack, conectado ao central.
Condomínios horizontais
Em condomínios horizontais e loteamentos fechados, o foco se desloca para:
- Portaria principal: identificação de pedestres e leitura de placas na entrada e na saída.
- Perímetro: câmeras com infravermelho de longo alcance ou analíticos nos muros, associadas às zonas de proteção perimetral.
- Vias internas: câmeras em cruzamentos e pontos estratégicos.
- Áreas comuns: clube, quadras, áreas de lazer.
A distância entre os pontos exige rede em fibra óptica e, às vezes, enlaces sem fio ponto a ponto. A alimentação das câmeras distantes também precisa ser planejada.
Residências
Em residências, o projeto costuma incluir:
- Câmera de identificação no portão de pedestres ou na campainha.
- Câmera do portão de veículos.
- Câmeras nas laterais e no fundo do terreno.
- Câmera na garagem e na área de serviço.
- Câmeras internas, quando a família deseja, com atenção à privacidade.
O gravador fica em local protegido e discreto, com nobreak, e o acesso remoto é configurado para os moradores.
Comércios
Em comércios, o projeto cobre:
- Entrada, para identificar clientes e funcionários.
- Caixas, com enquadramento das operações.
- Área de vendas, com visão geral.
- Estoque e área de carga.
- Escritório e cofre, quando existentes.
- Fachada e estacionamento.
O gestor costuma ter acesso remoto, e o alarme pode ser integrado às câmeras para verificação de disparos fora do horário.
Indústrias e galpões
Em indústrias e galpões, o projeto é mais extenso:
- Portarias de pedestres e de veículos, com identificação e leitura de placas.
- Perímetro, com câmeras de longo alcance e analíticos.
- Pátios e estacionamentos de caminhões.
- Docas, com visão do interior dos veículos.
- Estoques e áreas de valor.
- Linhas de produção, quando há interesse operacional.
- Sala de monitoramento com plataforma de gerenciamento.
A arquitetura é distribuída, com racks por área e fibra óptica entre eles.
Câmeras em elevadores: um caso à parte
As câmeras de elevador merecem atenção específica em condomínios e prédios comerciais. O elevador é um ambiente fechado, onde ocorrem conflitos, vandalismo e, às vezes, situações de risco. Uma câmera bem posicionada, no canto superior, com lente adequada para cobrir toda a cabine e mostrar o rosto de quem entra, ajuda a esclarecer ocorrências e inibe comportamentos inadequados.
O desafio técnico está na transmissão do sinal. A cabine se move ao longo do poço, e o cabo de manobra do elevador pertence à empresa conservadora. As soluções mais usadas são:
- Uso de pares disponíveis no cabo de manobra, com conversores apropriados, mediante autorização e acompanhamento da conservadora.
- Enlaces sem fio dedicados, com um transmissor na cabine e um receptor no poço ou na casa de máquinas.
- Cabo específico, instalado pela conservadora junto com o cabo de manobra, em modernizações.
A alimentação da câmera também precisa ser planejada, em geral a partir do próprio elevador, com autorização da conservadora. A ALLITEC coordena essas instalações com a empresa responsável pelo elevador, respeitando as normas de segurança e as condições de garantia.
Câmeras em áreas de lazer e a privacidade dos moradores
Piscinas, academias, salões de festas e playgrounds são áreas em que a presença de câmeras gera debates nos condomínios. De um lado, há preocupações com segurança, vandalismo e uso indevido; de outro, com a privacidade de quem usa esses espaços. Algumas boas práticas ajudam a equilibrar esses interesses:
- Câmeras com enquadramento geral, sem focar em pessoas específicas.
- Nenhuma câmera em vestiários, saunas, banheiros ou áreas de troca de roupa.
- Sinalização clara da presença de câmeras.
- Acesso às imagens dessas áreas restrito a situações específicas, definidas pelo condomínio.
- Decisão sobre a instalação tomada de forma transparente, preferencialmente em assembleia.
A ALLITEC apresenta as opções técnicas e configura o sistema de acordo com as regras definidas pelo condomínio.
Integrações que ampliam o valor do CFTV
O CFTV ganha muito valor quando se integra a outros sistemas:
- Alarme e perímetro: o disparo de uma zona exibe a câmera correspondente e envia a imagem ao aplicativo.
- Controle de acesso: cada acesso é associado à imagem de quem passou.
- Leitura de placas: libera portões e cancelas para veículos cadastrados e registra os demais.
- Interfonia: o porteiro vê a câmera da entrada ao atender uma chamada.
- Iluminação: refletores acendem quando há detecção no perímetro.
- Plataformas de gerenciamento: todos os eventos em uma única tela, com mapas e alarmes.
Essas integrações precisam ser previstas no projeto, porque exigem compatibilidade entre equipamentos, entradas e saídas e configuração específica.
Erros que o projeto evita
Os erros mais comuns em sistemas de CFTV que a ALLITEC encontra em campo são:
- Câmeras de visão geral onde era preciso identificar.
- Câmeras instaladas alto demais, mostrando o topo das cabeças.
- Câmeras apontadas para contraluz sem WDR adequado.
- Gravador sem espaço suficiente, com retenção de poucos dias.
- Cabos expostos, com emendas, sem proteção contra surtos.
- Sistema sem nobreak, desligando nas quedas de energia.
- Senhas de fábrica e portas abertas no roteador.
- Monitores da portaria com dezenas de câmeras minúsculas.
- Alertas de movimento genéricos que ninguém consegue acompanhar.
- Nenhuma documentação sobre o sistema.
Um projeto bem feito previne todos esses problemas antes da instalação.
Exportação de imagens e uso como prova
Uma gravação só tem valor se puder ser apresentada de forma confiável quando necessário: para a polícia, para a seguradora, para a administradora, para um processo judicial ou para esclarecer um conflito entre moradores. Alguns cuidados aumentam a utilidade das imagens como prova:
- Data e hora corretas e sincronizadas em todos os equipamentos. Imagens com horário errado geram dúvidas e dificultam a reconstrução dos fatos.
- Exportação no formato original do gravador, quando possível, acompanhada do reprodutor do fabricante, que preserva informações de data, hora e câmera.
- Exportação também em formato comum, para facilitar a visualização por quem recebe as imagens.
- Registro da exportação: quem exportou, quando, qual câmera, qual período e para quem as imagens foram entregues.
- Preservação do trecho original no gravador ou em mídia separada, para evitar que seja sobrescrito antes do fim da apuração.
- Imagens de várias câmeras do mesmo evento, mostrando o trajeto completo da pessoa ou do veículo.
A ALLITEC configura o sistema para facilitar esses procedimentos e treina os responsáveis para executá-los corretamente.
Quanto tempo leva implantar um sistema de CFTV IP
O prazo depende do porte e da infraestrutura. Em residências, a instalação de um sistema completo costuma levar de um a dois dias. Em condomínios de porte médio, de alguns dias a duas semanas, considerando infraestrutura, instalação, configuração e testes. Em indústrias e condomínios horizontais extensos, o prazo pode ser maior e é definido em cronograma, com etapas. O levantamento inicial e o projeto costumam levar poucos dias, e a proposta traz o cronograma completo.
Do projeto à entrega: o que o cliente recebe
Ao final da implantação de um sistema de CFTV IP, o cliente da ALLITEC recebe:
- O sistema funcionando, com todas as câmeras gravando e visíveis na portaria e no aplicativo.
- O relatório de testes, com a imagem diurna e noturna de cada câmera e a verificação da gravação.
- O cálculo de retenção, com o número real de dias de gravação disponível.
- A planta ou croqui com a localização e a identificação de cada câmera.
- O mapa do rack, com a função de cada porta do switch.
- A lista de usuários e permissões, com as credenciais administrativas entregues ao responsável.
- As orientações de privacidade e o procedimento recomendado para pedidos de imagens.
- O treinamento dos operadores e dos responsáveis.
- As recomendações de manutenção.
Esse conjunto permite que o sistema seja operado, mantido e ampliado com segurança, por qualquer técnico qualificado, ao longo de toda a sua vida útil.
Manutenção do CFTV ao longo do tempo
Um sistema de CFTV precisa de manutenção para continuar entregando as imagens do primeiro dia. As rotinas mais importantes são:
- Verificação da gravação de todas as câmeras, idealmente com alertas automáticos de falha.
- Verificação da saúde dos discos, que têm vida útil limitada.
- Limpeza de lentes e cúpulas, principalmente nas câmeras externas e com infravermelho.
- Verificação de enquadramento e foco, que podem mudar com ventos, impactos e intervenções.
- Atualização planejada de firmware.
- Revisão de usuários e senhas.
- Teste do nobreak e da proteção contra surtos.
A periodicidade depende do porte e da exposição do sistema. Em condomínios e empresas, verificações mensais de gravação e limpezas trimestrais são uma boa referência inicial.
Ampliações planejadas
Sistemas de câmeras costumam crescer: uma nova área de lazer, uma reforma na portaria, um novo galpão, um pedido dos condôminos. O projeto da ALLITEC prevê essa possibilidade com:
- Portas livres nos switches e canais livres no gravador.
- Espaço nos racks.
- Folga nos eletrodutos principais.
- Capacidade de nobreak para cargas adicionais.
- Documentação que facilita a inclusão de novos pontos.
Assim, as ampliações são rápidas e não exigem refazer o que já existe.
Perguntas para avaliar uma proposta de CFTV
Ao comparar propostas, vale perguntar:
- Qual o objetivo de cada câmera: identificar, reconhecer, observar ou detectar?
- Por que foi escolhida cada resolução e cada lente?
- Como as câmeras se comportam à noite em cada ponto?
- Quantos dias de gravação o sistema terá, e como esse número foi calculado?
- Os cabos serão protegidos? Haverá emendas?
- Haverá proteção contra surtos e nobreak?
- Como será o acesso remoto, e ele será seguro?
- Quais alertas serão configurados?
- Que documentação será entregue?
- Como funciona a manutenção e o suporte depois da instalação?
Uma proposta profissional responde a todas essas perguntas com clareza.
CFTV IP em Campinas e região
A ALLITEC projeta, instala e mantém sistemas de CFTV IP em Campinas e em cidades num raio de até 50 km, incluindo Valinhos, Vinhedo, Hortolândia, Paulínia, Sumaré, Louveira, Jaguariúna, Pedreira, Itatiba, Indaiatuba, Monte Mor, Itupeva, Morungaba, Nova Odessa, Holambra, Cosmópolis, Americana, Elias Fausto, Jundiaí, Santo Antônio de Posse e Amparo, para condomínios, residências, comércios e indústrias.
Custo de um sistema de CFTV IP
O custo de um sistema de CFTV IP é composto por câmeras, gravador e discos, switches, nobreak, rack, cabeamento e infraestrutura, mão de obra de instalação, configuração, testes e documentação. Os itens que mais influenciam o valor final são:
- O número de câmeras e os objetivos de cada uma. Câmeras de identificação e de leitura de placas custam mais do que câmeras de visão geral.
- O tempo de retenção. Mais dias de gravação exigem mais discos.
- A infraestrutura necessária. Passar cabos em eletrodutos novos, em fachadas acabadas ou em grandes distâncias exige mais material e mão de obra.
- A arquitetura. Sistemas distribuídos, com vários racks e fibra óptica, custam mais do que sistemas centralizados.
- A proteção e a continuidade. Nobreaks com maior autonomia e proteção completa contra surtos aumentam o investimento inicial, mas reduzem custos de manutenção.
- Os analíticos e integrações. Recursos avançados e integrações com alarme, acesso e portões agregam valor e custo.
Para saber o valor do seu caso, solicite seu orçamento agora pelo formulário no fim desta página ou pelo WhatsApp. A proposta da ALLITEC detalha cada item, para que o cliente entenda exatamente o que está contratando e possa comparar com outras propostas de forma justa.
Resumo
Um bom sistema de CFTV IP começa pela definição do que cada câmera precisa provar, passa por escolhas cuidadosas de câmeras, lentes, gravação, rede e energia, considera a iluminação, a privacidade e a segurança cibernética, e termina com testes, documentação e treinamento. A manutenção mantém o desempenho ao longo do tempo. É com esse método que a ALLITEC projeta e instala sistemas de câmeras para condomínios, residências, comércios e indústrias de Campinas e região.
Se você está planejando um novo sistema de câmeras ou quer entender por que o sistema atual não entrega as imagens de que você precisa, comece pelo levantamento técnico. Com ele, a ALLITEC identifica os pontos críticos do imóvel, avalia o que pode ser aproveitado e apresenta um projeto com a justificativa de cada câmera, o cálculo da gravação e o cronograma de implantação. O pedido pode ser feito pelo WhatsApp, com fotos do local e a descrição do que você precisa enxergar em cada ponto do imóvel.





